Fruta misteriosa

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Banana, bananeira
Goiaba, goiabeira
Laranja, laranjeira
Maçã, macieira
Mamão, mamoeiro
Abacate, abacateiro
Limão, limoeiro
Tomate, tomateiro
Caju, cajueiro
Umbu, umbuzeiro
Manga, mangueira
Pêra, pereira
Amora, amoreira
Pitanga, pitangueira
Figo, figueira
Mexerica, mexeriqueira
Açaí, açaizeiro
Sapoti, sapotizeiro
Mangaba, mangabeira
Uva, parreira
Coco, coqueiro
Ingá, ingazeiro
Jambo, jambuzeiro
Jabuticaba, jabuticabeira
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Publicada por Ecodea on 19:23 5 comentários Read Full Article
O mês de outubro marca minha "iniciação" no crudismo e também o aniversário do blog, que este ano completa três anos. Ano passado fiz um balanço nesta época e gostaria de repetir, até para colocar as idéias em ordem e refletir um pouco antes de continuar na série "Quebrando o círculo".
Meu primeiro ano de crudismo foi marcado pelo aprendizado, visto que nunca tinha sido vegetariana e comecei tudo de uma vez. Além disso, no começo achava que a nova dieta tinha que ser repleta de pratos desidratados e germinados (não desmerecendo as qualidades destes!), muitas vezes complicados e cheios de ingredientes caros e difíceis de achar. Foi neste ano que me dei conta da minha dependência emocional na comida e os fatos do meu passado que levaram a tal vício, num impulso de auto-conhecimento muito mais intenso que os anos de terapia anteriores.
No segundo ano, além do processo de auto-conhecimento que continuou, descobri o lado simples do crudismo. Primeiro com os juice feasts, ou "jejuns de suco"; fiz dois: se bem me lembro o primeiro durou 17 dias e o segundo, 21. Foram experiências incríveis que recomendo a todos (com as devidas precauções, claro); de certa forma foi mais fácil do que se manter no crudismo ou o no frugivorismo. Nesta mesma época comecei a experimentar com o 80-10-10 (também conhecido como 811rv), um tipo de crudismo predominantemente frugívoro promovido pelo Dr. Douglas Graham. O que me atraiu foi a simplicidade: basicamente frutas, folhas, vitaminas verdes, algumas poucas nozes e nenhum sal ou tempero. A idéia central é que 80% das calorias venham de carboidratos (ou seja, das frutas), 10% de proteínas e 10% de gorduras.
À primeira vista fiquei deslumbrada com o 80-10-10. Zero ou quase-zero de cozinha (ou cruzinha), condimentos, embalagens, ingredientes complicados e caros; ou seja, facilidade total. Este terceiro ano me ajudou, por exemplo, a descobrir minha dependência de sal. Apesar de já comer muito pouco deste tempero (mesmo antes do crudismo), vi que muitas dos meus desejos por comida (como o queijo) estão bem mais ligados ao sal que ao alimento em si.
Por outro lado, comecei a questionar algumas coisas relativas ao 80-10-10 e ao crudismo em geral, o que ficou bem marcante no curto período em que estive grávida. Também comecei a me irritar mais e mais com a crescente "comercialização" do crudismo e produtos/serviços associados e com as posturas dos "gurus" deste movimento, cada qual tentando provar que o seu jeito está certo. Isso principalmente no exterior, pois no Brasil o movimento ainda é incipiente em comparação à América do Norte e Europa. Não que eu ache errado esse tipo de comércio; muito pelo contrário, geralmente são pessoas e/ou empresas que praticam do comércio justo e ecologicamente corretos, por exemplo. Porém, é preciso ter cuidado para que não vire um comércio como qualquer outro, que visa o lucro acima de tudo e perca seus preceitos éticos.
Além disso, uma questão que me preocupa muito é a maneira como as informações são passadas para as pessoas, onde estas novas empresas e seus "gurus" comumente alegam comprovações "científicas" que de científicas nao tem nada. Esse é um tópico que quero focar em um post a parte, mas não sem antes ressaltar (como já fiz outras vezes) que a questão não é ter que provar ou deixar de provar tudo cientificamente. Acredito que, antes de mais nada, devemos aprender a ouvir nosso corpo; porém, isso nem sempre é possível, principalmente para quem está começando ou completamente desconectado de si mesmo. Para estes casos é importante que hajam informações confiáveis que sirvam para guiar as pessoas. E isso também serve para nós, blogueiros, ou para quem participa de fóruns, comunidades, sites de relacionamento e outras ferramentas virtuais ligadas ao crudismo. Poucas pessoas descrevem o que realmente se passa no dia-a-dia, com todos os detalhes sórdidos. Seja por vergonha ou medo da rejeição por parte da comunidade crudista, frequentemente deixamos de relatar as dificuldades e acabamos deixando uma impressão errada de "perfeição". E digo "deixamos" me incluindo também neste rol, pois por mais que me esforce em dizer que ainda não alcancei a tal "perfeição" crudista e que meu objetivo principal é focar no aprendizado por qual venho passando, me pergunto se não preciso ser mais explicita a fim de ajudar as outras pessoas que passam pelas mesmas dificuldades.
Tudo isso também dá um outro post, mas antes queria destacar um fato que marcou muito esse terceiro ano. Foi uma experiência que compartilhei com Paulo Gaefke, colega crudista do Comer Cru, e também adepto do 80-10-10. Recentemente propomos a nós mesmos um desafio de passar 60 dias de 80-10-10, com uma troca diária de e-mails de apoio. Não alcançamos os tais 60 dias (neste sentido foram duas tentativas curtas e fracassadas), mas posso dizer que aprendemos muito, principalmente sobre a importância do apoio externo e de compartilhar as dificuldades. Mais uma vez, fico devendo um post exclusivo a respeito.
Pelo que foi dito até agora, acho que dá pra perceber que o terceiro ano foi marcado por dúvidas e reflexões, muitas das quais pretendo aprofundar aqui depois. Recentemente cheguei a pensar em fechar o blog, pelo menos por um tempo: tamanha estava a confusão na minha cabeça que não achava justo com os meus leitores continuar escrevendo. Confesso que passou pela minha cabeça desistir do crudismo, mas tal qual uma criança que deixa pra trás a cidade da sua infância, voltar é impossível, pois a cidade não é mais a mesma de antes: as coisas mudaram e paradigmas foram quebrados. Se não o crudismo, o que seria agora?
No post anterior falei sobre nosso labirinto pessoal e, coincidentemente, pouco depois participei de um curso que me possibilitou percorrer este labirinto de forma quase que literal. E ao chegar no centro dele percebi que não preciso abandonar tudo, mas sim repensar e sair com algo novo que não siga esse ou aquele padrão, mas que seja melhor para mim. Não sei ainda como vai ser; possivelmente uma mistura do crudismo que vivenciei no primeiro ano e o frugivorismo que vivi mais recentemente: com muitas frutas, folhas, vitaminas verdes, sucos, rejuvelac, alguns germinados e quem sabe até um pouco de comida cozida de vez em quando, só que sem culpa.
Antes de concluir não podia deixar de falar da TCAP (transtorno compulsivo alimentar periódico, síndrome que me acompanha há alguns anos). Não, o terceiro ano nao trouxe a cura e isso para mim é mais grave do que ser ou não ser 100% crudista. Na verdade, acho que só poderei seguir na dieta tranqüilamente quando me livrar deste problema, mas uma coisa está ligada a outra e assim vou caminhando. Faltou falar também que este ano ficou ainda mais claro como é forte a parte emocional nessa história de alimentação, pois por mais que entrem vícios fisiológicos, acho que estes vícios só são possíveis (pelo menos em grande parte) porque temos questões emocionais mal resolvidas que deixam a porta aberta para que a porção fisiológica se instale.
É esta minha avaliação destes três anos de crudismo, "imperfeitos", porém cheios de aprendizado. Espero que, de alguma forma, este relato possa ajudar no caminho de cada um de vocês leitores. Espero também poder ouvir um pouco mais da história de vocês e dos balanços das suas próprias jornadas no crudismo para que possamos crescer juntos e promover uma saúde melhor para nós e para o planeta.
Publicada por Ecodea on 19:57 2 comentários Read Full Article
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